Ô música linda!

CEGO DE AMOR

“Pensam que vejo, e não vejo
Não veem que, cego, estou
De que me servem os olhos
Se minha luz se apagou?
Ah! Não deixes que eu
Me perca
Nessa imensa escuridão
Oh! Anjo que me cegaste
Vem, ao menos, dar-me a mão
Ao avistar-te nos olhos
A luz divina senti
E, por perder-te de vista,
A minha vista perdi”

A gente é sempre vítima da loucura alheia.

Hablas?

Hablas?

(Source: yes-butno, via yes-butno)

(Source: yes-butno, via yes-butno)

Blargh

Essa diagramação não favoreceu minha citação.

Espírito mineiro, circunspecto
talvez, mas encerrando uma partícula
de fogo embriagador, que lavra súbito,
e, se cabe, a ser doido nos inclinas:
não me fujas no Rio de Janeiro,
como a nuvem se afasta e a ave se alonga,
mas abre um portulano ante meus olhos
que a teu profundo mar conduza, Minas,
Minas além do som, Minas Gerais.

“Prece de Mineiro no Rio”, Carlos Drummond de Andrade

E não é que tudo deu certo? Obrigada, Senhor!!!! (mia Senhor) Obrigada, Fortuna!!!! Xô, olho gordo (que sei que tá espreitando por aí). “Haven’t you killed yourself yet?!”

Minha pátria é paroxítona.

Esclarecimentos

A cada vez que perguntam “entendeu?” e o outro mente dizendo que sim, perpetua-se a ignorância. 

A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão, os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas, assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar.

Monteiro Lobato